Como configurar target iSCSI usando FreeNAS 8

FreeNAS 8Com o FreeNAS 8 é possível criar targets iSCSI permitindo que unidades do seu storage se comportem como discos locais montados em outro computador/servidor, seja ele Windows, Linux ou Mac. Vamos ver neste artigo como definir os Targets e fazer o mapeamento dos discos.

Depois de conhecer e instalar o FreeNAS 8 no seu servidor de storage e configurar o IP fixo da interface de rede (não essencial, mas importante) vamos ver como montar um target iSCSI no FreeNAS 8 para que possamos mapeá-los em outros computadores (ou servidores) na rede.

Para atingir nosso objetivo seguiremos os seguintes passos:

  • Habilitar o serviço do iSCSI
  • Criar um Portal
  • Criar um Initiator
  • Criar um Target
  • Criar Device Extent
  • Associar Extents a um Target
  • E vamos ao que interessa!
  • Habilitando o serviço iSCSI no FreeNAS

Acesse o caminho Services > Control Services

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Acessando serviços no FreeNAS 8

Habilite o serviço iSCSI (clicando no botão on/off) e clique no ícone da ferramenta ao lado para editar as configurações do iSCSI no FreeNAS 8:

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Iniciar o serviço iSCSI no FreeNAS 8

Criando um Portal no FreeNAS

Após habilitar o serviço, será necessário criar um Portal para definir em qual endereço/porta seus targets serão acessados. Você poderá adicionar diversos targets a um único portal e poderá também diversos portais em um único serviço iSCSI.

Caminnho: Services > iSCSI > Portal

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Criando um novo Portal no FreeNAS 8

Mantive a configuração padrão, pois não é necessário alterar nada.

Criando Initiator no FreeNAS

Caminnho: Services > iSCSI > Initiator:

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Criando um Initiator no FreeNAS 8

Assim como no cadastro do Portal, manteremos as opções padrão.

Criando um Target no FreeNAS

Os targets são os pontos de montagem que os demais computadores na rede utilizarão para mapear as unidades. Dentro de cada Target nós podemos associar diversos Extents que são as unidades a serem compartilhadas.

Caminnho: Services > iSCSI > Target:

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Criando um Target no FreeNAS 8

Informe um nome para o Target que será utilizado para identificação do compartilhamento nos demais computadores:

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Exemplo de exibição do Target no Windows

Observe que nos campos do cadastro Portal Group ID e Initiator Group ID são os IDs do Portal e Initiator que criamos acima. Caso você possua mais de um portal/initiator, mais opções aparecerão alí.

É possível também habilitar autenticação (login/senha) para acesso ao Target iSCSI mas falaremos sobre isso em outra oportunidade. Por enquanto manteremos as demais opções no padrão. 

Criando Extents no FreeNAS

Os Extents são o mapeamento de discos físicos no serviço para que eles estejam disponíveis para o serviço iSCSI. Imagine que você possui 5 HDs físicos conectados ao seu FreeNAS e deseja acrescentá-los ao iSCSI. Para eles serem vistos como disponíveis, é necessário criar o Extent e identificá-los. No caso abaixo, possuo 3 HDs (8GB, 8GB e 1GB) e vou criar os Extents para cada um deles.

Caminnho: Services > iSCSI > Device Extent:

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Criação de extent no FreeNAS 8

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Criação de extent no FreeNAS 8Criação de extent no FreeNAS 8

Repare que identifiquei cada um deles como HDD1_8GB, HDD2_8GB e HDD3_1GB para facilitar a minha identificação e selecionei cada disco respectivo no cadastro, mas poderiam ser usados quaisquer nomes de identificação. Veja a lisagem dos Extents criados:

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Listagem de extents criados

Relacionando Extents ao Target no FreeNAS

Nosso próximo passo é criar a associação entre os Extents e o Target. Quando mapeamos um Target em outro computador, automaticamente levamos juntos os Extents existentes nele. Você pode ou não definir montá-lo no seu destino, mas eles estarão presentes.

Só é possível associar um Extent a um único Target

Caminnho: Services > iSCSI > Associated Target:

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Associando o Extent HDD1_8GB ao TargetAssociando o Extent HDD2_8GB ao TargetAssociando o Extent HDD3_1GB ao TargetApós a associação, a listagem ficará mais ou menos assim:Listagem de associações Extents > Targets

E pronto! Feito isso é só mapear o target no computador de destino e aproveitar bem suas unidades iSCSI!

Resultado

Como exemplo, vou colocar novamente a imagem do Target mapeado no Windows:

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Inclusão do Target iSCSI no Windows

E dentro desse Target, as 3 unidades:

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Mapeamento das unidades (extents) do Target no Windows

Como é possível perceber, as 3 unidades precisam ser mapeadas em letras, já que o Windows funciona assim e também formatadas para que possam receber dados. Sendo assim, é possível utilizar qualquer tipo de arquivo (NTFS, FAT, Ext3, Journal, etc).

Fonte:Marcelo Santino

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