Tecnologias de Virtualização – Vantagens

Virtualizacao-03As vantagens
A aposta nas soluções de Virtualização deriva da necessidade dos gestores de Tecnologias de Informação em dar resposta eficaz ao aumento e à diversificação dos ambientes computacionais dentro das organizações. Além disso, a adequada gestão do custo total de propriedade é cada vez mais relevante, bem como a capacidade de solucionar as crescentes dificuldades de manutenção e de gestão desses mesmos ambientes.

A Virtualização de infra-estruturas proporciona abstração entre os diferentes meios de computação como processamento, armazenamento de dados, rede e software. Ao implementar esse conceito, são eliminadas todas as restrições físicas e todos os meios ficam acessíveis como “agrupamentos lógicos”, que podem ser utilizados em qualquer hora e local. Além de muitas outras vantagens, as soluções de Virtualização garantem maior capacidade de adaptação às constantes mudanças dos ambientes empresariais, mais eficiência e flexibilidade aos recursos de TI e redução dos custos associados.

A aplicação de software de armazenamento inteligente na camada de Virtualização proporciona um meio de resolver os desafios funcionais de armazenamento, sem comprometer a necessidade de disponibilidade dos dados. Ela permite um nível sem precedentes de flexibilidade na utilização de recursos de armazenamento, a fim de atender exigências referentes aos aplicativos e aos usuários finais.

Os dispositivos de armazenamento virtual não estão restritos às limitações de capacidade, velocidade ou confiabilidade dos dispositivos físicos que os incluem. O provisionamento consiste em fornecer aos usuários ou aplicações a quantidade e o melhor tipo de armazenamento, no momento certo. A Virtualização torna muito mais fácil esse processo. Somada à administração centralizada, permite que modificações na camada de armazenamento físico sejam efetuadas sem a interrupção do acesso aos dados, a fim de fornecer, continuamente, a melhor qualidade de serviços de armazenamento em tempo real.

Especialistas do mercado acreditam que a Virtualização deve revolucionar a forma de gerenciar os aplicativos, a segurança e o armazenamento nas empresas, convergindo os sistemas para um único ponto, facilitando a manutenção e o controle da rede. Portanto, os seus benefícios passam pela gestão centralizada de todo storage, melhor acesso de usuários e aplicações, redução de custos de treinamento, facilidade de administração, redução de custos de storage físico, eliminação do downtime, mais escalabilidade e alocação de capacidade sob demanda.

Custos sob controle
O custo de gerenciar o armazenamento é significativo e, com o decorrer do tempo, excede o preço de compra do hardware. Um meio de monitorar esses custos é avaliar a quantidade de armazenamento gerenciada por administradores. As organizações eficientes podem ter um administrador por terabyte de armazenamento, enquanto outras, com ambientes mais difíceis, podem ter uma proporção muito menor de profissionais dedicados ao armazenamento.

A Virtualização do armazenamento pode simplificar o gerenciamento de recursos em ambientes heterogêneos, reduzindo, definitivamente, o custo real de storage. Além disso, o gerenciamento torna-se muito mais fácil para o administrador, visto estar centralizado. Ele pode aprender e implementar uma ferramenta para gerenciar completos agrupamentos de armazenamento.

Trata-se também de um meio de redução de custos pela melhor utilização e consolidação do hardware. A consolidação é o ato de combinar recursos de armazenamento em um agrupamento virtual, acessível a muitos aplicativos ou, em ambientes de SANs (Storage Area Networks) ou clusters, a muitos servidores.

Antes mesmo da necessidade de acrescentar recursos, a Virtualização permite a consolidação proativa de todos os dispositivos de armazenamento. Como parte integrante de uma unidade virtual, os recursos podem se tornar disponíveis para aplicativos e servidores que, anteriormente, não tinham acesso a eles. Isso se aplica particularmente bem aos ambientes de SANs, mas não é, de modo algum, exclusivo deles.

O fornecimento e a consolidação inteligente, como resultados da Virtualização do armazenamento, ajudarão a controlar os custos de TI e a reduzir a sobrecarga, permitindo o efetivo gerenciamento de armazenamento de dados, com menor necessidade de intervenção humana.

Armazenamento virtual precisa de gerenciamento
Na medida em que os equipamentos de armazenamento ficam mais baratos, a infra-estrutura torna-se mais complexa de gerenciar. O crescimento excessivo e dinâmico das informações e das aplicações dificulta a definição e o acompanhamento da política de gerenciamento. Existe uma lacuna entre as operações de armazenamento e o gerenciamento dos dados.

Estimativas sugerem que 75% das informações na rede ou em ambientes distribuídos não são efetivamente administrados, significando que não estão armazenados adequadamente ou de forma a serem recuperados facilmente. Hoje, uma rede típica de storage (Unix, Win2k e Linux) tem cerca de 2 a 5 terabytes de armazenamento de discos, enquanto a capacidade de gerenciamento de cada storage é de 400 GB a 500 GB, de acordo com o Manifesto de Storage, produzido pela Horison Information Strategies, uma consultoria especializada em estratégias e desenvolvimento de negócios para empresas de storage.

Mesmo sem sistemas formalizados, toda empresa faz alguma espécie de organização dos dados quando existem informações importantes. Algumas plataformas de sistemas operacionais oferecem ferramentas de gerenciamento de storage, mas em geral é necessária a utilização de programas internos para administrar os dados. Enquanto isso, fabricantes investem cada vez mais em software e conceitos de gerenciamento.

Foi-se a época em que as empresas compravam equipamentos com capacidade superior, prevendo necessidades futuras. Como não se pode gerenciar o que não se conhece, o primeiro erro das organizações antes de comprar um produto de armazenagem é não parar para refletir sobre o volume das informações que possui.

O gerenciamento da rede de storage acontece com soluções de SRM (storage resource management), que mostram o comportamento de cada dispositivo conectado na rede, quanto de dado e de que tipo está guardando, qual a origem das informações, qual o espaço livre e se há algum problema nos discos.

É possível criar regras para cada tipo de arquivo e fazer com que seja transferido automaticamente para o disco certo. Com um software para esse fim, a empresa pode bloquear arquivos MP3, ou mandar uma mensagem para alertar o usuário que está sendo monitorado. O conceito vale para pequenas e médias empresas, cada qual na proporção do volume dos seus dados.

Mas isso ainda não é suficiente para grandes volumes de informação. Com um crescimento de dados de 34% ao ano, dois velhos conceitos da época dos mainframes estão ressurgindo: o Information Lifecycle Management (ILM) e o Hierarchical Storage Management (HSM). O primeiro nada mais é do que classificar os dados armazenados em uma empresa, conforme a periodicidade em que são acessados e a data do armazenamento. E o segundo refere-se à hierarquização da informação, como veremos a seguir.

Prioridade da informação
Alguns especialistas de mercado sugerem que um dado não pode ser administrado apenas pelo tempo de vida. Deve ser classificado pela sua importância e hierarquia dentro dos negócios, com o conceito da hierarquização das informações (HSM). Ele estabelece limites para cada usuário armazenar arquivos, variando conforme a atividade e o cargo de cada um.

O HSM pode ser usado não só nos dados, mas também nas aplicações, como e-mail e banco de dados, a partir de uma classificação detalhada. Apesar dos discursos otimistas dos fornecedores, apenas agora os clientes começam a implementar o HSM.

Várias regras podem ser definidas. Arquivos de imagem e aqueles não acessados há mais de cinco anos, por exemplo, podem ser direcionados para fitas para armazenamento fora do equipamento, bem como arquivos do presidente, no storage caro. Em geral, nenhum usuário quer apagar seu e-mail e aí todos ficam com o storage caro (saturado). O software faz automaticamente as mudanças de acordo com as regras criadas: informações com mais de dois anos vão para um storage secundário, por exemplo. Para o usuário, tudo isso é transparente.

Classificar as informações é a maior dificuldade das empresas, já que para cada departamento e para cada pessoa, todos os arquivos são importantes. O início do projeto de gerenciamento é entender como funciona o negócio e quais são as informações fundamentais. Os consultores da área precisam realizar diversas entrevistas com nível gerencial para perceberem o que é cada área da companhia e de que tipo de informações os usuários realmente necessitam. O trabalho também deve incluir a participação do departamento judiciário, pois alguns documentos têm de ser guardados por questões legais.

O fim da Torre de Babel
Normalmente, uma empresa tem várias marcas de storage na rede, mas um não fala com o outro – se existem três discos de 1 GB cada, a companhia tem três discos de 1 GB cada, e não um total de 3 GB. Isso muitas vezes faz com que um disco fique saturado, enquanto outro está com baixo uso. A administração de dados fica mais complicada.

Os fabricantes não têm ferramentas que gerenciem os equipamentos da concorrência. Isso acontece porque as fornecedoras não trocam instruções que permitem gerenciar completamente o produto de outro desenvolvedor – ou API (application program interface), um conjunto de rotinas, protocolos e ferramentas para a construção do software.

Fabricantes falam de Virtualização, mas cada empresa tem um conceito e o básico diz que, independentemente do servidor e de qual sistema operacional, ele terá acesso ao dado. Antes disso, cada sistema operacional tinha de acessar a informação pela sua porta proprietária. Por vezes, a empresa tem uma cópia da mesma informação porque ela precisa ser acessada por diferentes plataformas.

Com a Virtualização, os clientes podem criar camadas de armazenamento entre sistemas de diferentes fabricantes, possibilitando uma visão unificada e consolidada da capacidade total de storage. Em vez de acessar a informação diretamente da base, acessa pelo servidor de Virtualização.

Gerenciamento de dados envolve ainda backup, restore e business continuity e as empresas que ainda não fazem gerenciamento dos dados estão perdendo dinheiro. Uma administração malfeita gasta horas de trabalho do profissional, além do risco de perder a informação para sempre. Softwares de gerenciamento resolvem esse problema: eles automatizam a operação de backup e diminuem a necessidade de manutenção.

Portanto, ambientes de armazenamento consolidados possuem menos elementos a gerenciar, o que pode aumentar a utilização de recursos e simplificar o gerenciamento do armazenamento. Além disso, podem oferecer a capacidade de compartilhar servidores de armazenamento a grandes distâncias e de proporcionar economia na escala de propriedade de servidores de armazenamento em disco.

Com uma estrutura virtualizada, pessoas, processos e tecnologia concentram-se em níveis de serviço, a capacidade é alocada dinamicamente, a infra-estrutura inteira é simplificada e flexibilizada, além de permitir um modelo utilitário ou pay-per-use para serviços de TI.

Fonte: PrefiroLinux

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