Cientistas criam RAM magnética com gravação e leitura por circuitos elétricos comuns

memorias Novo sistema utiliza leitura e gravação eletrônicas em placas magnéticas, permitindo a criação de dispositivos com armazenamento perene sem empregar cabeçotes de gravação.

Um novo sistema de MRAM (RAM Magnetorresistiva), desenvolvido por um time de cientistas franceses e espanhóis, modifica o sistema de leitura e gravação das memórias magnetorresistivas. O grande diferencial está no sistema utilizado, colocando uma camada-base de platina, uma camada superior de óxido de alumínio e, entre elas, uma camada de cobalto de 1 nanômetro.

Quando um elétron é atirado através do cobalto, o magnetismo da camada no ponto de impacto é alterado e pode ser lido pelo sistema como um 0 ou um 1 (exatamente da mesma forma que em uma memória digital comum). Esses zeros e uns podem então ser lidos por circuitos elétricos padrão, dispensando as “cabeças” de leitura e gravação.

A principal vantagem de uma MRAM é que ela utiliza o sistema de gravação magnética, e a informação gravada é preservada mesmo quando não há energia elétrica presente. A aplicação mais visível desse fenômeno é que um computador – utilizando MRAM ao invés de RAM comum – pode guardar a sessão aberta do utilizador mesmo quando a energia é interrompida bruscamente, seja por queda no fornecimento ou por desligar o computador diretamente da tomada.

As memórias RAM magnéticas (MRAM) atuais, apesar de apresentarem grandes vantagens (como um menor consumo de energia e maior velocidade de leitura/gravação) se comparadas às RAMs normais e às DRAMs, utilizam um sistema magnético grande demais para permitir sua difusão comercial. O novo sistema, no entanto, possui tamanho semelhante ao dos modelos mais usados no mercado.

Além disso, o potencial para uma diminuição ainda maior das memórias é grande. Com o desenvolvimento do novo padrão, a MRAM pode vir a substituir discos rígidos inteiros, armazenando as informações do usuário em placas de memória sem cabeçote de leitura e gravação.

Esse pode ser um passo decisivo na produção de computadores com inicialização instantânea. Uma vez que a sessão não é perdida quando a energia é cortada, programas carregados na memória não precisariam ser abertos novamente – e isso inclui os processos básicos dos sistemas operacionais.

Fonte:Alexandre Guiss

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