Internet pela rede elétrica no Brasil depende de fabricação local

Internet pela rede elétrica Como 100% dos equipamentos são importados, diretora da AES Atimus, que tem pacote comercial do serviço com Intelig, diz que custo inviabiliza disseminação da oferta.

A falta de fabricação local de equipamentos para entrega de banda larga pela rede elétrica inviabiliza a prestação desse serviço no Brasil. A afirmação é da diretora-geral da AES Atimus, Teresa Vernaglia, que anunciou nesta terça-feira, 30/11, a unificação das operações das empresas de telecomunicações do grupo de distribuição e geração de energia AES Brasil.

Ao apresentar a AES Atimus, nova empresa criada para unir operações da AES Eletropaulo Telecom e AES Com Rio, a executiva garantiu que o acesso banda larga pela rede elétrica (PLC ou BPL) funciona bem e há demanda por esse serviço. Segundo ela, a tecnologia permite conexões com velociddes de até 15 Mbps.

A companhia lançou essa oferta comercial no ano passado em parceria com a Intelig. Atualmente, 300 prédios de três bairros da capital paulista (Jardins, Pinheiro e Moema) estão conectados pela rede elétrica.

“Só não expandimos porque os equipamentos são 100% importados”, afirma Teresa. O grupo AES leva fibra óptica até os prédios cobertos pelo serviço, mas são necessários equipamentos para inligar o poste, o edifício e o modem que fica na casa do usuário. “Como tudo é importado, fica inviável implantar o serviço em larga escala”, diz a executiva.

Mesmo com alíquotas diferenciadas para trazer essa tecnologia para o Brasil, a executiva avalia que o custo é alto, comparado ao custo de levar fibra óptica até a casa do assinante. Mesmo assim, como a taxa de penetração da banda larga no Brasil ainda é baixa, a diretora-geral da AES Atimus afirma que há espaço para prover o serviço pela tecnologia PLC, desde que seja criada no País uma cadeia sólida de fornecedores locais.

“Tem que ter uma ação coordenada para se criar um modelo que atenda todos, tanto a indústria nacional quanto os que virão de fora”, defende a executiva.

Teresa acredita que a implantação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), gerenciado pela Telebrás, pode ajudar o mercado a se mobilizar para encontrar soluções para o PLC, uma vez que a iniciativa do governo é disseminar internet rápida no Brasil pelos mais variados meios.

Fonte:Edileuza Soares

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