Estudioso afirma que “nuvem será mais importante que Internet”

compcloud Segundo Mike Nelson, a percepção do futuro da Web ainda é turva e a cloud ganharia relevância a partir disso.

“A computação na nuvem está prestes a bater a internet em importância”. A afirmação parte do docente da Georgetown University, Mike Nelson e foi feita nos auspícios da World Future Society Conference, na sexta-feira, (9/7).

Enquanto os desenvolvedores da internet tinham uma perspectiva clara e dispunham do poder para tomar as decisões sobre que caminhos percorrer – resultando naquilo que experimentamos hoje em dia – Nelson questionou a capacidade dos desenvolvedores da atualidade em entender a dinâmica da expansão da web.

“Nos anos 90´ havia uma ideia muito clara acerca das possibilidades da internet; como nos faltam a visão e a percepção daquela época pode ser que falhemos na aproximação com a web do futuro”, diz o professor.

Se a percepção que temos da web dos próximos anos nos parece turvada, é essencial entender como se dará o crescimento da nuvem. “Ela é mais importante que a web”, diz o docente ao se referir ao ambiente cloud.

Nuvem e democracia?

A computação na nuvem deverá possibilitar às nações em desenvolvimento o acesso a um contingente de softwares antes acessível somente para países desenvolvidos. Para pequenas empresas o ambiente das nuvens será uma maneira de economizar recursos, uma vez que podem se beneficiar de estruturas de software e de hardware como a solução oferecida pela Amazon, o Elastic Compute Cloud, para armazenar e processar os dados, sem ter de investir em equipamento.

Se os resultados do levantamento realizado pelo Pew Internet and Amrican Life Project estiverem corretos no que se refere à aproximação dos EUA com a web, as previsões de Nelson podem estar acertadas.

Em 2000 a organização realizou a primeira pesquisa e perguntou aos entrevistados se eles usavam o recurso de computação na nuvem. As respostas positivas foram inferiores a 10 por cento. A mesma pesquisa foi feita em maio desse ano e a adesão à tecnologia cloud cresceu para casa dos 66 pontos.

De maneira a enfatizar a importância da nuvem no dia–a-dia, a pesquisa também revela o aumento na participação de dispositivos móveis no tráfego de dados entre os aparelhos e a nuvem.

Nuvem e ventos

Nelson chama atenção para a falta de regulamentação e de desenvolvimento, marcantes no ambiente cloud. “Há vários ventos que nos afastam da nuvem”, diz.

Entre esses “ventos” Nelson cita a possibilidade de os fornecedores de soluções na nuvem, desenvolverem softwares proprietários e terminarem por prender os clientes às soluções. Ele chama isso de nuvens “parcialmente “abertas.

“Se os consumidores exercerem a pressão necessária, talvez cheguemos a esperada nuvem universal”, explica.

Na lista de desafios postos à cloud computing encontram-se: regulamentações governamentais, empresas de entretenimento voltadas ao combate da pirataria e países rumando em direção a um modelos de nuvem próprio – tementes de uma possível dominância mundial imposta pelos EUA.

Internet e sociedade

Outro foco do levantamento feito pela Pew Research Center, liderado por Lee Rainie, é a influência exercida pela Internet na inteligência dos usuários e na maneira de relacionamento das pessoas. O estudo também evidenciou a questão da privacidade na rede mundial de computadores.

Sobre a inteligência e a internet, a pesquisa conclui que a influência será relativa à postura do usuário. Haverá aquele disposto a assimilar tudo que o Google lhe responder e haverá os internautas preocupados em aglutinar informações e formar uma base cognoscitiva sólida e plural. A diretora do Imagining, Jann Anderson responde que o problema não está na tecnologia. À frente do instituto sediado na Elon University, na Carolina do Norte, Jann afirma que as pessoas não têm identificado qualquer indício de influência negativa da web nas relações sociais. Também foi dito que as relações mantidas nos círculos virtuais não resultam em amizades mais profundas. Na perspectiva de Jann, a internet provê às pessoas uma plataforma, em que podem ser mais extrovertidas ou mais tímidas.

Quem quer privacidade?

Jovens formam a parcela mais criticada pela publicação de dados excessivamente privados nas redes sociais, como o Facebook. De acordo com o levantamento, isso deverá continuar a ser uma tendência. Rainie, do instituto de pesquisas Pew Internet, avisa que o público jovem integrou as redes sociais no cotidiano e que as usa na formação de laços sociais. No tocante à pirataria, Rainie diz que existem movimentos de identificação de usuários mais precisos, o que deve inibir a prática.

Fonte: IDG News Service / Boston

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