E-mail e smartphones acabaram com o horário normal de trabalho

correio A rotina de trabalho no escritório que começa às 9h e se estende até as 17h ou 18h virou coisa do passado. Por quê?

Você já conferiu sua caixa de entrada do trabalho hoje? É bastante provável que sim. Cada vez mais, parece que as pessoas estão conectadas em regime 24/7.

Os conceitos dia de semana e final de semana foram cultivados por longas décadas. Houve filmes que faziam referência ao horário “normal” de trabalho, como o “9 to 5” (das 9 às 17 – em tradução livre do inglês) e até abreviações como TGIF (thank god it’s Friday – graças a deus é sexta-feira) ganharam uso corriqueiro no dia-a-dia. Tudo isso remetia ao ideario segundo o qual há separação entre os dias de semana e os teoricamente lúdicos dias de sábado e de domingo.

Infelizmente a diferença entre os dias "úteis" e o final de semana fica cada vez menos clara, e pode só fazer sentido na cabeça de alguns seguidores da cultura pop dos anos 80. Em uma pesquisa realizada pelos institutos Harris Interactive o Opinion Matters, dos EUA e do Reino Unido, respectivamente, ficou evidente que o horário padrão das 9h às 17h virou coisa do passado e que, na verdade, não existe mais esse negócio de “dia livre”.

O estudo foi encomendado pela empresa de gestão de tarefas Xobni e revela que 72% dos norte-americanos conferem suas caixas de entrada profissionais mesmo quando estão fora do horário de trabalho. O mesmo pode ser dito de 61% dos ingleses. Entre os americanos, ficou claro ainda que a metade costuma verificar o servidor de e-mails mesmo nas férias. Para 25% dos inlgeses e outros 42% de americanos, nem mesmo estar de licença médica os impede de olhar se chegou alguma mensagem. Entre os avaliados no estudo, também ficou claro que não faz mal nenhum checar a inbox antes de deitar e logo ao acordar.

Mas o que poderia estar motivando essa obsessão pelo email? Estariam os empregados a espera de algo importante? Será que todos eles amam o trabalho tão profundamente que lhes fica difícil saber quando parar? Parece que não. O levantamento conclui que um misto entre a preocupação em manter o emprego e a sobrecarga de tarefas respondem as essas perguntas. O surgimento de dispositivos móveis com conexão à Internet aconteceu em boa hora. Em uma época que o corte de postos de trabalho e o racionamento de recursos é norma vigente na maioria das organizações, aqueles que têm emprego deverão trabalhar dobrado se quiserem continuar na folha de pagamento. Isso por dois motivos: primeiro, as pessoas têm necessidade de demonstrar seu valor para as empresas e deixar claro que dispensá-las é mau negócio. E em segundo lugar vem o fato de as atribuições de quem é demitido serem herdadas por outros dentro das empresas, aumentando-lhes a pilha de afazeres nos escritórios e departamentos de TI.

Mas nem tudo é tão ruim quanto parece. A chegada da conectividade impulsiona as condições de trabalho dos chamados "freelas". “As empresas vêm olhando com maior atenção para as alternativas de empregar colaboradores com aptidão para trabalhar à distância. Muitas vezes esses profissionais prestam excelentes serviços. Esses trabalhadores freelancers gostam de gerenciar seus horários de trabalho e interagir com softwares ligados à web é normal para eles”, afirma a vice-presidente do grupo de RH Elance, Ellen Pack. O conceito da palavra freelancer mudou. Deixou de significar “desempregado disposto a fazer qualquer coisa por dinheiro” depois que ficou claro que a crise econômica não é o principal motivo da adoção em larga escala desse modelo de relação de trabalho. Apenas 4% dos entrevistados atribuiu o trabalho remoto ao fato de não conseguirem se encaixar no mercado formal e 24% das pessoas que foram demitidas passaram a trabalhar como profissionais liberais. De todos os entrevistados, 56% disseram optar por trabalhar como freelancer a fim de serem seus próprios patrões e para dedicar-se a projetos de que gostam.

Apesar disso existe uma relação entre a fraca economia e o aumento do mercado de trabalho freela. À medida que as organizações enxugam seus quadros de funcionários, torna-se cada vez mais usual contratar mão de obra para projetos, sem ter de arcar com as despesas de manter um funcionário fixo.

Fonte: Desmonta&CIA

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