Configurando um servidor proxy com o Squid – Parte I

squid O Squid permite compartilhar a conexão entre vários micros, servindo como um intermediário entre eles e a internet. Usar um proxy é diferente de simplesmente compartilhar a conexão diretamente, via NAT. Ao compartilhar via NAT, os micros da rede acessam a internet diretamente, sem restrições. O servidor apenas repassa as requisições recebidas, como um garoto de recados. O proxy é como um burocrata que não se limita a repassar as requisições: ele analisa todo o tráfego de dados, separando o que pode ou não pode passar e guardando informações para uso posterior.

Compartilhar a conexão via NAT é mais simples do que usar um proxy como o Squid sob vários aspectos. Você compartilha a conexão no servidor, configura os clientes para o utilizarem como gateway e pronto. Ao usar um proxy, além da configuração da rede, é necessário configurar o navegador e cada outro programa que for acessar a Internet (em cada um dos clientes da rede) para usar o proxy. Esta é uma tarefa tediosa e que acaba aumentando bastante seu volume de trabalho, pois toda vez que um micro novo for colocado na rede ou for preciso reinstalar o sistema, será preciso fazer a configuração novamente.

A configuração do proxy muda de navegador para navegador. No Firefox, por exemplo, você a encontra em "Editar > Preferências > Avançado > Rede > Configurações". No IE, a configuração está em "Opções da Internet > Opções > Configurações da Lan > Usar um servidor Proxy":

Além do navegador, outros programas podem ser configurados para trabalhar através do proxy: clientes de MSN, VoIP e até mesmo programas P2P. As vantagens de usar um proxy são basicamente três:

1- É possível impor restrições de acesso com base no horário, login, endereço IP da máquina e outras informações, além de bloquear páginas com conteúdo indesejado. É por isso que quase todos os softwares de filtro de conteúdo envolvem o uso de algum tipo de proxy, muitas vezes o próprio Squid (já que, como o software é aberto, você pode incluí-lo dentro de outros aplicativos, desde que respeitando os termos da GPL). Mais adiante estudaremos sobre a configuração do SquidGuard e do DansGuardian.

2- O proxy funciona como um cache de páginas e arquivos, armazenando informações já acessadas. Quando alguém acessa uma página que já foi carregada, o proxy envia os dados que guardou no cache, sem precisar acessar a mesma página repetidamente. Isso acaba economizando bastante banda, tornando o acesso mais rápido.

Hoje em dia, os sites costumam usar páginas dinâmicas, onde o conteúdo muda a cada visita, mas, mesmo nesses casos, o proxy dá uma boa ajuda, pois embora o html seja diferente a cada visita e realmente precise ser baixado de novo, muitos componentes da página, como ilustrações, banners e animações em flash, podem ser aproveitados do cache, diminuindo o tempo total de carregamento.

Dependendo da configuração, o proxy pode apenas acelerar o acesso às páginas ou servir como um verdadeiro cache de arquivos, armazenando atualizações do Windows Update, downloads diversos e pacotes instalados através do apt-get, por exemplo. Em vez de ter que baixar o último Service Pack do Windows ou a última atualização do Firefox nos 10 micros da rede, você vai precisar baixar apenas no primeiro, pois os outros 9 vão baixar a partir do cache do Squid.

3- Uma terceira vantagem de usar um proxy é que ele loga todos os acessos realizados através dele. Você pode visualizar os acessos posteriormente usando o Sarg, um gerador de relatórios que transforma as longas listas de acessos dos logs em arquivos html bem organizados.

Mesmo assim, você pode estar achando que as vantagens não vão compensar o trabalho de sair configurando micro por micro, programa por programa para usar o proxy, e que é mais fácil simplesmente compartilhar via NAT. Entretanto, existe a possibilidade de juntar as vantagens das duas formas de compartilhamento, configurando um proxy transparente como veremos adiante.

Ao usar um proxy transparente, você tem basicamente uma conexão compartilhada via NAT, com a mesma configuração básica nos clientes. O proxy entra na história como um adicional. Uma regra de firewall envia as requisições recebidas na porta 80 do servidor para o proxy, que se encarrega de responder aos clientes. Toda a navegação passa a ser feita automaticamente através do proxy (incluindo o cache dos arquivos do Windows update, downloads diversos e os pacotes instalados através do apt-get), sem que você precise fazer nenhuma configuração adicional nos clientes.

Fonte: Desmonta&CIA

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