5 fatores a serem analisados antes de trocar o Windows por Linux

As distribuições de Linux estão mais fáceis de serem usadas, mas é importante que a empresa avalie algumas questões antes de descartar o sistema operacional da Microsoft.

Um cliente feliz pode até contar a alguém a razão de sua alegria, enquanto que um descontente espalha aos quatro cantos os motivos de sua insatisfação. Converter-se ao mundo Linux antes de uma boa análise pode colocar sua empresa no segundo grupo em razão de esse ambiente aberto não ser ainda para todos. Por mais que o sabor Ubuntu, o Mandriva e outras distribuição cheguem perto, o Windows continua sendo mais fácil de usar.

Não quero dar a questão por encerrada. Há muitos motivos para trocar o sistema operacional da Microsoft por um de código aberto. Seus negócios e sua produtividade dependem da estabilidade de seus computadores, da felicidade dos funcionários e da habilidade deles em trabalhar de forma mais eficiente com o menor número de ocorrências possível. Se sua empresa planeja descartar o Windows do parque de TI é importante avaliar algumas questões antes de levar o plano a diante. O Linux é uma plataforma incrivelmente útil, interessante e versátil.  Porém, tem as suas falhas. Veja a seguir cinco fatores que devem ser levados em consideração antes da troca.

1- Funcionalidades diferentes
Por mais óbvia que seja essa observação, você não deve esperar que o Linux se comporte como o Windows. Há algumas similaridades: os gráficos, os menus, as aplicações representadas por ícones, temas para desktop e maioria dos recursos da área de trabalho no sistema da Microsoft. Parece Windows, mas não é. Seus fãs dizem que é melhor, por ser mais estável, por suas variadas funcionalidades e por seu preço absurdamente baixo – convenhamos, é difícil ser mais barato que a gratuidade.
No entanto, o Linux não consegue imitar o Windows no que ele tem de melhor, pelo menos, aparentemente. Por ser o sistema operacional mais usado no mundo, conta com uma série de vantagens: milhares de desenvolvedores devidamente empregados, uma máquina de marketing enorme, suporte técnico de terceiros, muitos anos de validade, e uma dedicada base de usuários, tanto no setor corporativo quanto no âmbito doméstico. Não é de se espantar que a Microsoft domine o mercado dos computadores e os dólares que este mundo rende.
De certa maneira, a batalha entre Windows e Linux é como aquela outra, entre o VHS e o Betamax. O segundo, mesmo sendo superior, perdeu a guerra por nunca ter caído no gosto do mercado. O Linux é uma versão moderna do Betamax. Não é o Windows. Nunca será.

2- Não é clone do Unix
O Linux tem muitas das qualidades do Unix, como a interface de seu sistema de arquivos, suporte para que muitos usuários utilizarem o mesmo dispositivo, a propagada estabilidade e eficientes recursos de segurança. Ainda assim, o Linux também é muito diferente das distribuições comerciais do Unix. Mesmo que rode confortavelmente em hardwares x86, tenha boa disposição para a virtualização e possa ser carregado em um pen drive, as disparidades persistem.
A extrema versatilidade do Linux o torna único para pequenas companhias, médias empresas e máquinas para o consumidor final. O Linux é um tipo de Unix, mas não no sentido pleno da palavra. Alguns desenvolvedores o chamam de clone. Tanto um quanto o outro sofrem como o mesmo problema em questões de compatibilidade. Por exemplo: se você estiver rodando sua aplicação em um IBM AIX, o programa será tão mais compatível em Linux quanto seria em um Sun Solaris ou em HP-UX.
3- Compatibilidade com os periféricos
É verdade: o Linux não tem muitas opções em se tratado de suporte a periféricos. Se você já tentou configurar uma impressora para funcionar com o sistema, provavelmente já perdeu alguns fios de cabelo nessa tarefa. Há um grande número de aparelhos compatíveis, mas se justamente aquele que você comprou não estiver na lista, bem, desejo-lhe sorte. Depois de horas gastas com pesquisa em fóruns na internet, você poderá descobrir que a impressora não é mesmo compatível e nem é capaz de simular o funcionamento de outra que seja suportada.
Nessa área, o Linux traz mais dores de cabeça que qualquer outro sistema operacional moderno. A solução para a questão é, antes da compra, checar quais dispositivos a distribuição que você possui aceita. Caso contrário, e com algum azar, você terá que dispensar a impressora já adquirida.
4- Documentos e arquivos
Esse problema em particular está mais relacionado com as aplicações que funcionam no Linux que com o sistema em si mesmo. Você descobrirá que a maioria das extensões populares de arquivos para Windows, como as do Office ou do Photoshop, podem ser abertas e editadas em um programa similar disponível para o Linux. 
Alguns documentos poderão não ser suportados nativamente pelo Open Office, suíte de escritório, ou pelo GIMP, equivalente ao Photoshop, pois possuem alguma espécie de “bloqueio proprietário” que obriga que sejam abertos apenas pelos softwares que os criaram. Usuários de Linux, por vezes, procuram por táticas para superar esses obstáculos; converter o arquivo para um formato mais usual, em geral, resolve o empecilho, mas requer conhecimento técnico superior.

5- Competências técnicas necessárias
Usuários de Linux precisam de um conhecimento técnico mais avançado para fazer com que as coisas funcionem. Isso não quer dizer que pessoas menos hábeis não conseguirão usá-lo, mas para algumas atividades mais complexas – como configurar um periférico que não seja reconhecido rapidamente pelo sistema ou instalar um software que não esteja dentro de um pacote disponível – certas aptidões serão necessárias. Configurar um servidor Linux é relativamente simples, mas para habilitar alguns de seus serviços um profissional mais qualificado é recomendável.

 

Fonte: Desmonta&CIA

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